Fonte: CRB6
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21 de maio de 2014
Biblioteca Nacional de Sarajevo reabre ao público ao fim de 22 anos
A emblemática Biblioteca Nacional de Sarajevo reabriu ao público. É agora também um museu. As obras de reconstrução conseguiram recuperar na íntegra a arquitetura do edifício, datado do final do século XIX. Foi necessária uma longa pesquisa para que isso fosse possível, depois de mais de um século de História ter sido destruído durante a guerra da Bósnia, em 1992.
11 de novembro de 2013
5 de novembro de 2013
Dia Nacional do Cinema Brasileiro
Comemoramos, no dia 05 de novembro, o Dia Nacional do Cinema Brasileiro. A data homenageia a primeira exibição cinematográfica pública do País, evento que aconteceu em 1896, no Rio de Janeiro.
Porém, há discussões em relação à data de comemoração: em alguns locais, a data da celebração é o dia 19 de junho, dia em que foi realizada a primeira filmagem em terras brasileiras. A filmagem retrata uma “vista” de Baía de Guanabara, filmada pelo italiano Alfonso Segreto, em 1898.
2 de novembro de 2013
Ler e Escrever com Anne Frank
A partir do dia 24 de outubro está aberta para visitação a exposição Ler e Escrever com Anne Frank. A exposição foi elaborada pela Anne Frank House, especialmente para bibliotecas, escolas e livrarias, e no Brasil a Biblioteca Anne Frank, uma das bibliotecas juvenis mais antigas do pais, hospedará está exposição inédita no Brasil.
A exposição Ler e Escrever com Anne Frank foi projetada para estudantes com idades de 9 a 15 anos e centra-se na Anne Frank escritora, sem perder de vista a sua vida, sua família e o contexto histórico para que temas como a discriminação e o preconceito sejam discutidos. As crianças em pré-alfabetização também participam da exposição com desenhos referentes à história de vida da escritora juvenil.
29 de outubro de 2013
História do Livro
Empolgada com o famigerado tesauro, quero compartilhar esses dois videos sobre o meu tema:
Não consegui colocar o player, mas clique aqui para ver no youtube.
Não consegui colocar o player, mas clique aqui para ver no youtube.
26 de outubro de 2013
Biblioteca de Alexandria acabou por falta de verba, dizem historiadores
Litografia representa o incêndio na biblioteca. (Foto: Wikimedia Commons)
"Embora pareça adequado que a destruição de uma instituição tão mítica quanto a Grande Biblioteca de Alexandria necessitasse de uma explicação que envolvesse um evento cataclísmico... na realidade, as fortunas da Grande Biblioteca encolheram e desapareceram junto com as de Alexandria. Muito de seu declínio foi gradual, burocrático e, comparando com nossa imaginação cultural, nada grandioso", escreveu Philips.
25 de setembro de 2013
Um breve histórico das bibliotecas
BIBLIOTECA DE NÍNIVE
As primeiras bibliotecas surgiram na Mesopotâmia e as obras eram feitas em argila. A biblioteca de Nínive chegou a possuir 25 mil placas de argila no reinado de Assurbanipal 2º
BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA
Fundada por Ptolomeu I, general de Alexandre, o Grande, seu objetivo era possuir ao menos uma cópia de toda a obra escrita no mundo
PÉRGAMO
Rival de Alexandria, Pérgamo utilizava o couro de cabra como suporte para a escrita, o que ficou conhecido como "pergaminho"
39 a.C.
PRIMEIRA BIBLIOTECA PÚBLICA ROMANA
Idealizada por Júlio César, foi fundada por Assírio Polião durante o reinado de Augusto. Possuía obras em grego e latim e já organizava serviço de empréstimo
Séc. 6 d.C.
VIVARIUM
Logo antes da Idade Média, Cassiodoro, um nobre romano cristão, construiu um mosteiro em que se dedicou a preservar obras. O mosteiro se tornou modelo para toda a Idade Média e sua obra, "Institutiones Divinarum et Saecularium Litterarum", foi uma espécie de guia para os monges copistas da Idade Média.
VIVARIUM
Logo antes da Idade Média, Cassiodoro, um nobre romano cristão, construiu um mosteiro em que se dedicou a preservar obras. O mosteiro se tornou modelo para toda a Idade Média e sua obra, "Institutiones Divinarum et Saecularium Litterarum", foi uma espécie de guia para os monges copistas da Idade Média.
BIBLIOTECA DE SÃO MARCOS
As bibliotecas públicas ressurgiram no Renascimento. A primeira biblioteca mantida por um mecenas foi a biblioteca de São Marcos, construída por Cosimo de Médici, em Florença.
Fonte: Galileu.
10 de setembro de 2013
Erros históricos nos filmes
1. Elizabeth: A Era de Ouro (2007)
Dirigido por Shekar Khapur, a narrativa se passa na Inglaterra de 1585. À frente da Inglaterra há quase três décadas, está Elizabeth I, que, no entanto, ainda enfrenta possibilidades de ser traída por integrantes da própria família. A problemática da história não para por aí, já que a situação política da Europa, que passa por uma fase marcada por um catolicismo fundamentalista, também é ameaçadora. Confira o trailer:
Dirigido por Shekar Khapur, a narrativa se passa na Inglaterra de 1585. À frente da Inglaterra há quase três décadas, está Elizabeth I, que, no entanto, ainda enfrenta possibilidades de ser traída por integrantes da própria família. A problemática da história não para por aí, já que a situação política da Europa, que passa por uma fase marcada por um catolicismo fundamentalista, também é ameaçadora. Confira o trailer:
Erros:
- Diferentemente do apresentado no filme, historiadores afirmam que a rainha Elizabeth nunca pegou uma armadura e uma espada para lutar ao lado de seus soldados. A história ganhou emoção, mas…
- Momento Ghost em Elizabeth: a era de ouro: Ivan, o terrível, jamais poderia ter flertado com a rainha Elizabeth em 1585. Isso porque o cara já tinha batido as botas no ano anterior.
- Diferentemente do apresentado no filme, historiadores afirmam que a rainha Elizabeth nunca pegou uma armadura e uma espada para lutar ao lado de seus soldados. A história ganhou emoção, mas…
- Momento Ghost em Elizabeth: a era de ouro: Ivan, o terrível, jamais poderia ter flertado com a rainha Elizabeth em 1585. Isso porque o cara já tinha batido as botas no ano anterior.
2. Pocahontas (1995)
Um clássico dos desenhos animados dirigido por Eric Goldberg. A animação conta a história dos tripulantes ingleses que rumam ao Novo Mundo para explorá-lo. Entre esses homens, está o capitão John Smith, que, em território americano, encontra a índia Pocahontas e envolve-se com ela.
Um clássico dos desenhos animados dirigido por Eric Goldberg. A animação conta a história dos tripulantes ingleses que rumam ao Novo Mundo para explorá-lo. Entre esses homens, está o capitão John Smith, que, em território americano, encontra a índia Pocahontas e envolve-se com ela.
Erros:
- Esta é mais uma adaptação narrativa. No filme, Pocahontas é retratada como uma mulher adulta, porém, historiadores dizem que a índia tinha 11 anos quando se envolveu com o inglês.
- A índia não fica com John Smith. Como só será apresentado no segundo filme, ela se casa com John Rolfe.
- Esta é mais uma adaptação narrativa. No filme, Pocahontas é retratada como uma mulher adulta, porém, historiadores dizem que a índia tinha 11 anos quando se envolveu com o inglês.
- A índia não fica com John Smith. Como só será apresentado no segundo filme, ela se casa com John Rolfe.
3. O Homem da Máscara de Ferro (1998)
Dirigido por Randall Wallace, o filme se passa no século 17, quando Luís XIV, rei da França, envia seu irmão gêmeo Phillippe a uma masmorra, temendo que ele roubasse seu posto. Tirano, Luís XIV adquire três famosos inimigos: os três mosqueteiros.
Dirigido por Randall Wallace, o filme se passa no século 17, quando Luís XIV, rei da França, envia seu irmão gêmeo Phillippe a uma masmorra, temendo que ele roubasse seu posto. Tirano, Luís XIV adquire três famosos inimigos: os três mosqueteiros.
Erros:
- Luís XIV até que teve um irmão Phillippe na vida real. Mas se tratava de Filipe I d’ Orleães, que, por sinal, não era seu irmão gêmeo.
- Nos quartos de Luís XIV exibe um retrato de Luís XV. O problema é que Luís XV, bisneto e sucessor de Luís XIV, só nasce meio século depois do momento retratado na história.
- Luís XIV até que teve um irmão Phillippe na vida real. Mas se tratava de Filipe I d’ Orleães, que, por sinal, não era seu irmão gêmeo.
- Nos quartos de Luís XIV exibe um retrato de Luís XV. O problema é que Luís XV, bisneto e sucessor de Luís XIV, só nasce meio século depois do momento retratado na história.
Fonte: Super
22 de agosto de 2013
Estação Curiosidade
O Estação Curiosidade incentiva uma nova maneira de se preparar para o Enem. O site é um roteiro de estudo interativo e apresenta 10 lugares de São Paulo que podem ser fundamentais para quem vai prestar o exame.
Ao passear virtualmente pelos locais, o estudante tem acesso a informações que facilitam a compreensão da relação do lugar com o preparo para o Enem. Além disso, é possível responder questões de edições anteriores da prova.
Com isso, o site visa estimular os internautas a visitarem presencialmente os lugares e aproveitarem melhor o que cada um tem a oferecer.
Masp, Museu da Língua Portuguesa, Instituto Butantan e Centro Cultural São Paulosão alguns dos pontos destacados pelo site.
O projeto foi desenvolvido por Tadeu da Ponte, um matemático formado pela USP que decidiu investir seu tempo e seu conhecimento em empreendedorismo educacional.
Tadeu é fundador da Primeira Escolha, organização especializada em seleção de pessoas, avaliação educacional e tecnologia e desenvolvedora do Estação Curiosidade. “Queremos mostrar aos estudantes que o Enem está muito mais próximo do nosso dia-a-dia”, explica.
Acesse o Estação Curiosidade e bom estudo!
Ao passear virtualmente pelos locais, o estudante tem acesso a informações que facilitam a compreensão da relação do lugar com o preparo para o Enem. Além disso, é possível responder questões de edições anteriores da prova.
Com isso, o site visa estimular os internautas a visitarem presencialmente os lugares e aproveitarem melhor o que cada um tem a oferecer.
Masp, Museu da Língua Portuguesa, Instituto Butantan e Centro Cultural São Paulosão alguns dos pontos destacados pelo site.
O projeto foi desenvolvido por Tadeu da Ponte, um matemático formado pela USP que decidiu investir seu tempo e seu conhecimento em empreendedorismo educacional.
Tadeu é fundador da Primeira Escolha, organização especializada em seleção de pessoas, avaliação educacional e tecnologia e desenvolvedora do Estação Curiosidade. “Queremos mostrar aos estudantes que o Enem está muito mais próximo do nosso dia-a-dia”, explica.
Acesse o Estação Curiosidade e bom estudo!
Fonte: Catraca Livre.
18 de julho de 2013
O Jogo-ensaio
Bateu preguiça de ler sobre questões como geopolítica, economia informal e outros temas "sérios"? Que tal então um jogo sobre esses assuntos?
Está se consolidando um gênero de games que pode ser chamado de "jogo-ensaio". São jogos bacanas, com boa jogabilidade, só que tratando em detalhes de temas complexos.
E com o brilho de um bom ensaio de jornalismo literário da revista "New Yorker".
Um precursor é o jogo "Unmanned", que fala dos drones, aviões militares não-tripulados que estão na ponta de várias discussões geopolíticas.
O game mostra a dimensão humana (e trágica) dos ataques com drones. O jogador entra na pele de um operador de drones e segue seus dilemas no dia a dia (a vida de civis em áreas politicamente instáveis depende de fatores como se ele tomou café ou está impaciente).
Outro jogo-ensaio é o "Papers, Please", em que o jogador atua como um oficial de imigração decidindo quem entra ou não no país. Não é fácil lidar como o drama de ter de recusar a entrada de refugiados ou autorizar pessoas claramente suspeitas, mas com papeis em ordem.
Por fim, um jogo bom para a realidade brasileira: "Cart Life" é um simulador de camelô. É também um detalhado ensaio sobre a economia informal, o drama do desemprego e as dificuldades de sobreviver no comércio de rua. Poucos textos foram capazes de apresentar a questão com tantos detalhes, de forma intrigante e divertida.
Nas entrelinhas dos jogos-ensaio está também uma boa discussão sobre o futuro das narrativas, da literatura e do próprio jornalismo. Fonte: Folha de SP.
Está se consolidando um gênero de games que pode ser chamado de "jogo-ensaio". São jogos bacanas, com boa jogabilidade, só que tratando em detalhes de temas complexos.
E com o brilho de um bom ensaio de jornalismo literário da revista "New Yorker".
Um precursor é o jogo "Unmanned", que fala dos drones, aviões militares não-tripulados que estão na ponta de várias discussões geopolíticas.
O game mostra a dimensão humana (e trágica) dos ataques com drones. O jogador entra na pele de um operador de drones e segue seus dilemas no dia a dia (a vida de civis em áreas politicamente instáveis depende de fatores como se ele tomou café ou está impaciente).
Outro jogo-ensaio é o "Papers, Please", em que o jogador atua como um oficial de imigração decidindo quem entra ou não no país. Não é fácil lidar como o drama de ter de recusar a entrada de refugiados ou autorizar pessoas claramente suspeitas, mas com papeis em ordem.
Por fim, um jogo bom para a realidade brasileira: "Cart Life" é um simulador de camelô. É também um detalhado ensaio sobre a economia informal, o drama do desemprego e as dificuldades de sobreviver no comércio de rua. Poucos textos foram capazes de apresentar a questão com tantos detalhes, de forma intrigante e divertida.
Nas entrelinhas dos jogos-ensaio está também uma boa discussão sobre o futuro das narrativas, da literatura e do próprio jornalismo. Fonte: Folha de SP.
10 de julho de 2013
A história do design em 15 minutos
Do neogótico ao pós-modernismo, curso da Open University apresenta fundamentos do design.
É possível fazer um teste para descobrir qual estilo é mais próximo do seu, além de se aprofundar em aulas completas em até 10 horas.
Mas, para se introduzir no tema, mergulhe nos simpáticos vídeos produzidos pelo projeto - em poucos minutos é possível conhecer a história e as influências neogóticas, Arts & Crafts, Bauhaus, modernismo, design industrial e pós-modernismo. Os vídeos fazem uma introdução ao design em menos de 15 minutos. Fonte:Galileu.
4 de julho de 2013
Erros científicos e históricos que os filmes exibiram nos últimos anos
Fonte: SuperInteressante
MELANCOLIA (2011) - Astronomia da depressão
No filme, um planeta chamado Melancolia entra em rota de colisão com a Terra e destrói tudo o que chamamos de lar. É uma boa premissa, se não mostrasse as pessoas vivendo normalmente até a chegada do corpo celeste. "Só a aproximação de uma massa tão grande já nos traria grandes problemas por causa da atração gravitacional", diz Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP. Segundo ele, o primeiro sinal que sentiríamos seria o aumento da força das marés. "Se a aproximação fosse na linha do Equador, a maré se movimentaria nessa direção e os países próximos seriam inundados, enquanto os pólos ficariam sem água. Mas, se a aproximação fosse em um dos pólos, o resto dos oceanos ficaria seco", explica. Também morreríamos por falta de ar antes do impacto, porque a atmosfera seria atraída pelo mesmo motivo (embora com muito menos intensidade, já que a densidade do ar é quase mil vezes menor que a da água). Outra coisa: um planeta vindo fazer uma visita seria visto com décadas de antecedência. Mesmo estando escondido atrás do Sol, como afirma o filme, por causa do movimento de translação.
No filme, um planeta chamado Melancolia entra em rota de colisão com a Terra e destrói tudo o que chamamos de lar. É uma boa premissa, se não mostrasse as pessoas vivendo normalmente até a chegada do corpo celeste. "Só a aproximação de uma massa tão grande já nos traria grandes problemas por causa da atração gravitacional", diz Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP. Segundo ele, o primeiro sinal que sentiríamos seria o aumento da força das marés. "Se a aproximação fosse na linha do Equador, a maré se movimentaria nessa direção e os países próximos seriam inundados, enquanto os pólos ficariam sem água. Mas, se a aproximação fosse em um dos pólos, o resto dos oceanos ficaria seco", explica. Também morreríamos por falta de ar antes do impacto, porque a atmosfera seria atraída pelo mesmo motivo (embora com muito menos intensidade, já que a densidade do ar é quase mil vezes menor que a da água). Outra coisa: um planeta vindo fazer uma visita seria visto com décadas de antecedência. Mesmo estando escondido atrás do Sol, como afirma o filme, por causa do movimento de translação.
1. As marés inundariam boa parte da Terra antes do choque.
2. Os outros pedaços do planeta ficariam sem água.
3. A atmos-fera seria levada embora antes do impacto.
4. Um planeta seria visto com anos de antecedência.
O DISCURSO DO REI (2010) - Gago e nazista?
A história gira em torno da ascensão do rei George VI e de sua dificuldade em fazer discursos sem gaguejar. No final do filme, o rei consegue não só completar um discurso do começo ao fim, como também inspirar os milhares de britânicos que o ouvem do lado de fora do Palácio de Buckingham a apoiar a entrada da Inglaterra na Segunda Guerra Mundial. George VI de fato era gago e conduziu a Inglaterra contra a Alemanha de Hitler, mas o que o filme não mostra é que o monarca bem que flertava com o antissemitismo. Documentos liberados pela Casa de Windsor, em 2002, tratam da decisão do rei de barrar a entrada de judeus fujões na Palestina, na época sob seu controle. Ele chegou a enviar cartas ao ministro das relações exteriores, Lord Halifax, congratulando pelo banimento.
MARIA ANTONIETA (2006) - Questão de encaixe
O filme mostra o rei Luis XVI afeminado e pouco interessado em cumprir suas obrigações como marido na cama. Mas alguns pesquisadores mostram que a incompatibilidade sexual do casal não acontecia porque os dois gostassem de homens. Na biografia Marie-Antoinette, l¿insoumise ("Maria Antonieta, a rebelde", sem tradução no Brasil), a historiadora Simone Bertière revela que o rei possuía um "pênis extremamente grosso" enquanto a rainha era dotada de uma "vagina incomumente estreita". As peças simplesmente não encaixavam. Segundo Bertière, fazer sexo era um ato doloroso para ambos. Como a consumação do casamento era importante para uma aliança militar entre França e Áustria, muitos boatos surgiram. A relação só foi consumada depois de mais de dois anos.
OS VINGADORES (2012) - Explosão de explosões
Aqui o erro não é apenas de um filme, mas de toda uma coleção de filmes de ação que mostram carros explodindo em labaredas gigantescas. Na vida real, é muito difícil um carro entrar em combustão - tanques de gasolina não têm o hábito de se autodestruir. Para que haja uma explosão, é preciso que uma série de condições estejam alinhadas. No livro Insultingly Stupid Movie Physics (algo como "A física estúpida dos filmes", sem tradução no Brasil), o físico Tom Rogers explica que um carro destruído só explode se uma chama conseguir entrar diretamente no tanque de gasolina - o que é bem difícil porque a vedação é reforçada. Outra maneira, um pouco mais provável, seria se uma grande chama em contato com a parte externa do tanque evaporasse a gasolina que há lá dentro e criasse uma pressão enorme. Mas mesmo assim, bastaria uma pequena brecha para o vapor escapar e o carro não explodir. A maioria dos incêndios começa no motor e não se espalha para a área do tanque. Logo, quando uma pessoa sofre um acidente, é mais fácil que ela tenha uma lesão na coluna ao tentarem retirá-la do carro às pressas do que ela morrer em uma explosão. Fica a dica, Vingadores.
2. Os outros pedaços do planeta ficariam sem água.
3. A atmos-fera seria levada embora antes do impacto.
4. Um planeta seria visto com anos de antecedência.
O DISCURSO DO REI (2010) - Gago e nazista?
A história gira em torno da ascensão do rei George VI e de sua dificuldade em fazer discursos sem gaguejar. No final do filme, o rei consegue não só completar um discurso do começo ao fim, como também inspirar os milhares de britânicos que o ouvem do lado de fora do Palácio de Buckingham a apoiar a entrada da Inglaterra na Segunda Guerra Mundial. George VI de fato era gago e conduziu a Inglaterra contra a Alemanha de Hitler, mas o que o filme não mostra é que o monarca bem que flertava com o antissemitismo. Documentos liberados pela Casa de Windsor, em 2002, tratam da decisão do rei de barrar a entrada de judeus fujões na Palestina, na época sob seu controle. Ele chegou a enviar cartas ao ministro das relações exteriores, Lord Halifax, congratulando pelo banimento.
MARIA ANTONIETA (2006) - Questão de encaixe
O filme mostra o rei Luis XVI afeminado e pouco interessado em cumprir suas obrigações como marido na cama. Mas alguns pesquisadores mostram que a incompatibilidade sexual do casal não acontecia porque os dois gostassem de homens. Na biografia Marie-Antoinette, l¿insoumise ("Maria Antonieta, a rebelde", sem tradução no Brasil), a historiadora Simone Bertière revela que o rei possuía um "pênis extremamente grosso" enquanto a rainha era dotada de uma "vagina incomumente estreita". As peças simplesmente não encaixavam. Segundo Bertière, fazer sexo era um ato doloroso para ambos. Como a consumação do casamento era importante para uma aliança militar entre França e Áustria, muitos boatos surgiram. A relação só foi consumada depois de mais de dois anos.
OS VINGADORES (2012) - Explosão de explosões
Aqui o erro não é apenas de um filme, mas de toda uma coleção de filmes de ação que mostram carros explodindo em labaredas gigantescas. Na vida real, é muito difícil um carro entrar em combustão - tanques de gasolina não têm o hábito de se autodestruir. Para que haja uma explosão, é preciso que uma série de condições estejam alinhadas. No livro Insultingly Stupid Movie Physics (algo como "A física estúpida dos filmes", sem tradução no Brasil), o físico Tom Rogers explica que um carro destruído só explode se uma chama conseguir entrar diretamente no tanque de gasolina - o que é bem difícil porque a vedação é reforçada. Outra maneira, um pouco mais provável, seria se uma grande chama em contato com a parte externa do tanque evaporasse a gasolina que há lá dentro e criasse uma pressão enorme. Mas mesmo assim, bastaria uma pequena brecha para o vapor escapar e o carro não explodir. A maioria dos incêndios começa no motor e não se espalha para a área do tanque. Logo, quando uma pessoa sofre um acidente, é mais fácil que ela tenha uma lesão na coluna ao tentarem retirá-la do carro às pressas do que ela morrer em uma explosão. Fica a dica, Vingadores.
1. Para que haja uma explosão, uma chama teria de entrar diretamente no tanque.
2. Mesmo se a pressão dentro do tanque estiver alta, basta uma brecha para evitar a combustão.
3. Se um carro pega fogo, geralmente o motor é a parte mais afetada.
GLADIADOR (2000) - Parla!
Não dá para entender por que, no ano de 180 d.C., alguém gritaria "Mamma! I soldati!" em italiano perfeito em um filme falado em inglês em uma época que a língua usada era o latim. Pois foi o que o filho do gladiador Maximus fez ao ver os soldados se aproximarem de sua casa. Outra escorregada acontece quando falam de cristianismo. Em uma conversa, o gladiador descobre que a irmã do imperador Commodus reza pela sua família. Em seguida, Maximus também reza pela sua e deixa escapar um "Pai Celestial". O cristianismo já estava à espreita naquele tempo, mas não passava de uma religião subversiva que ameaçava a mitologia romana dos deuses e deusas.
10 000 A.C (2008) - Samba do mamute louco
Apesar de parecer, este filme não tem nada de histórico. A começar pelos mamutes ajudando humanos a construírem pirâmides. Ok, homens chegaram a caçar mamutes no período Paleolítico, como é possível ver em pinturas rupestres. Mas adestrá-los e fazê-los trabalhar? "Mamutes não foram domesticados, portanto não podem ter sido usados como mão de obra na construção das pirâmides", alerta Marcelo Rede, professor de história antiga da USP. Até porque sequer existiam pirâmides naquela época. "As grandes pirâmides, como as famosas Keops, Kefren e Mikerinos, datam de 2600 a 2450 a.C.", explica o historiador. Ou seja, conseguiram errar até no nome do filme.
PLANETA DOS MACACOS (1968, 2011) - Evolução a jato
Para explicar os erros desse filme, vamos ter de caprichar nos spoilers. O filme original traz um erro que a versão de 2011 tenta consertar. Na versão de 1968, uma expedição espacial passa 18 meses longe da Terra até finalmente cair em um planeta dominado por macacos superdesenvolvidos. No final, descobre-se que o tal planeta era a Terra, 2 mil anos no futuro. Assim, o enredo ficava sem pé nem cabeça: 2 mil anos não é tempo evolutivo suficiente para macacos se tornarem inteligentes. É só comparar com a nossa espécie: o Homo sapiens surgiu há 200 mil anos, mas os primeiros registros de arte ou religião datam de 50 mil anos atrás. E outros milhares se passaram antes de inventarmos a escrita, as cidades e a tecnologia avançada. Por isso, Planeta dos Macacos: A Origem, de 2011, explica que o salto de inteligência não aconteceu sozinho - os macacos teriam sido expostos a um gás que os tornou mutantes. Muuuito melhor.
1. Apenas 2 mil anos se passaram para que os macacos ficassem inteligentes.
2. Em termos evolutivos, é preciso milhares de anos para que haja um salto de inteligência.
JURASSIC PARK (1993) - Dna com data de validade
Tudo bem um dinossauro usar a maçaneta para abrir uma porta ou derrubar a parede de um banheiro com um salto. Isso é coisa de filme. O difícil é existir um dinossauro nas condições propostas em Jurassic Park. No longa, os animais são recriados a partir de sangue de dinossauro encontrado em mosquitos preservados no âmbar. Até aí, ok: alguns mosquitos de 230 milhões de anos realmente foram encontrados no âmbar, como mostra um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Por isso, desde a década de 1990, havia um boato de que seria possível recriar dinos dessa forma. O biólogo Michael Bunce, da Universidade de Murdoch, na Austrália, resolveu testar essa possibilidade. Ele estudou o sangue de aves gigantes já extintas e constatou que DNA não é eterno. No caso, as moléculas de DNA não durariam mais de 6,8 milhões de anos, mesmo conservadas em âmbar. "O DNA se deteriora com o passar do tempo, muito antes de ser possível recriar um dinossauro hoje em dia", diz Bruce Whitelaw, professor de biotecnologia do Instituto Roslin, no Reino Unido. Aliás, o próprio nome do Jurassic Park está todo errado. A era Mesozoica, a que viu o surgimento e o desaparecimento dos dinossauros, é dividida em três grandes períodos de tempo: o Triássico, o Jurássico e o Cretáceo. De fato, os dinos apareceram no período Jurássico, mas as espécies que fazem as vezes de atores principais no filme, como o Tiranossauro, o Velociraptor e o Triceratops, surgiram apenas no Cretáceo. Cretaceous Park talvez não tivesse sido tão sonoro. Mas seria mais correto.
2. Mesmo se a pressão dentro do tanque estiver alta, basta uma brecha para evitar a combustão.
3. Se um carro pega fogo, geralmente o motor é a parte mais afetada.
GLADIADOR (2000) - Parla!
Não dá para entender por que, no ano de 180 d.C., alguém gritaria "Mamma! I soldati!" em italiano perfeito em um filme falado em inglês em uma época que a língua usada era o latim. Pois foi o que o filho do gladiador Maximus fez ao ver os soldados se aproximarem de sua casa. Outra escorregada acontece quando falam de cristianismo. Em uma conversa, o gladiador descobre que a irmã do imperador Commodus reza pela sua família. Em seguida, Maximus também reza pela sua e deixa escapar um "Pai Celestial". O cristianismo já estava à espreita naquele tempo, mas não passava de uma religião subversiva que ameaçava a mitologia romana dos deuses e deusas.
10 000 A.C (2008) - Samba do mamute louco
Apesar de parecer, este filme não tem nada de histórico. A começar pelos mamutes ajudando humanos a construírem pirâmides. Ok, homens chegaram a caçar mamutes no período Paleolítico, como é possível ver em pinturas rupestres. Mas adestrá-los e fazê-los trabalhar? "Mamutes não foram domesticados, portanto não podem ter sido usados como mão de obra na construção das pirâmides", alerta Marcelo Rede, professor de história antiga da USP. Até porque sequer existiam pirâmides naquela época. "As grandes pirâmides, como as famosas Keops, Kefren e Mikerinos, datam de 2600 a 2450 a.C.", explica o historiador. Ou seja, conseguiram errar até no nome do filme.
PLANETA DOS MACACOS (1968, 2011) - Evolução a jato
Para explicar os erros desse filme, vamos ter de caprichar nos spoilers. O filme original traz um erro que a versão de 2011 tenta consertar. Na versão de 1968, uma expedição espacial passa 18 meses longe da Terra até finalmente cair em um planeta dominado por macacos superdesenvolvidos. No final, descobre-se que o tal planeta era a Terra, 2 mil anos no futuro. Assim, o enredo ficava sem pé nem cabeça: 2 mil anos não é tempo evolutivo suficiente para macacos se tornarem inteligentes. É só comparar com a nossa espécie: o Homo sapiens surgiu há 200 mil anos, mas os primeiros registros de arte ou religião datam de 50 mil anos atrás. E outros milhares se passaram antes de inventarmos a escrita, as cidades e a tecnologia avançada. Por isso, Planeta dos Macacos: A Origem, de 2011, explica que o salto de inteligência não aconteceu sozinho - os macacos teriam sido expostos a um gás que os tornou mutantes. Muuuito melhor.
1. Apenas 2 mil anos se passaram para que os macacos ficassem inteligentes.
2. Em termos evolutivos, é preciso milhares de anos para que haja um salto de inteligência.
JURASSIC PARK (1993) - Dna com data de validade
Tudo bem um dinossauro usar a maçaneta para abrir uma porta ou derrubar a parede de um banheiro com um salto. Isso é coisa de filme. O difícil é existir um dinossauro nas condições propostas em Jurassic Park. No longa, os animais são recriados a partir de sangue de dinossauro encontrado em mosquitos preservados no âmbar. Até aí, ok: alguns mosquitos de 230 milhões de anos realmente foram encontrados no âmbar, como mostra um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Por isso, desde a década de 1990, havia um boato de que seria possível recriar dinos dessa forma. O biólogo Michael Bunce, da Universidade de Murdoch, na Austrália, resolveu testar essa possibilidade. Ele estudou o sangue de aves gigantes já extintas e constatou que DNA não é eterno. No caso, as moléculas de DNA não durariam mais de 6,8 milhões de anos, mesmo conservadas em âmbar. "O DNA se deteriora com o passar do tempo, muito antes de ser possível recriar um dinossauro hoje em dia", diz Bruce Whitelaw, professor de biotecnologia do Instituto Roslin, no Reino Unido. Aliás, o próprio nome do Jurassic Park está todo errado. A era Mesozoica, a que viu o surgimento e o desaparecimento dos dinossauros, é dividida em três grandes períodos de tempo: o Triássico, o Jurássico e o Cretáceo. De fato, os dinos apareceram no período Jurássico, mas as espécies que fazem as vezes de atores principais no filme, como o Tiranossauro, o Velociraptor e o Triceratops, surgiram apenas no Cretáceo. Cretaceous Park talvez não tivesse sido tão sonoro. Mas seria mais correto.
1. O DNA não dura mais do que 6,8 milhões de anos.
2. Os dinos não são do período jurássico, mas do cretáceo.
ALIEN - A RESSURREIÇÃO (1997) - DNA desmemoriado
Imagine morrer e ressuscitar em um corpo igualzinho ao seu, carregando toda a memória da vida que passou. Foi o que aconteceu em Alien - A Ressurreição. (Pare de ler se não quiser spoilers.) No final do terceiro filme da franquia, a tenente Ripley se lançou ao fogo quando descobriu que era hospedeira da raça alienígena. Já no quarto filme, ela acorda 200 anos depois, clonada e com a mesma memória. O problema é que o DNA não guarda lembranças. A ovelha Dolly não se lembrava dos pastos por onde andou Belinda, sua matriz. "Um clone é apenas uma cópia do material genético. O ambiente e as experiências de vida é que formam a memória ", diz Bruce Whitelaw, do Instituto Roslin, responsável pela clonagem de Dolly. Logo, se dependesse da ciência, Alien jamais teria uma quarta sequência.
GUERRA NAS ESTRELAS (1977) - O som do silêncio
Apesar da aura cult que ganhou, Guerra nas Estrelas conseguiu cair em quase todos os erros de filmes de espaço. O primeiro é o barulho de explosões e naves. "Apesar de haver ondas de choque que se propagam no espaço após uma detonação, nós não conseguiríamos ouvir nada", garante o físico Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP. Como ele explica, depois de uma explosão, plasma e ondas eletromagnéticas geradas até se propagariam no espaço, mas elas não emitiram sons, já que o barulho precisa de matéria para se espalhar. E o espaço, é claro, é formado quase todo de vácuo. Aliás, esse é o motivo pelo qual sequer haveria explosões por lá. Sem oxigênio, não há fogo - e assim não teria como a Estrela da Morte, por exemplo, entrar em combustão. Só haveria a chance de alguma coisa explodir se os detonadores fossem nucleares. "Uma bomba nuclear não precisa de oxigênio", explica o físico. A detonação seria um clarão como um flash e haveria grande emissão de partículas radioativas. Mas não haveria nem fogo, nem barulho algum. O terceiro erro está nos tão amados sabres de luz. De acordo com a ciência, essas armas são impossíveis de existir. "Seria difícil fazer a luz se comportar como um sabre, a não ser que houvesse um espelho na extremidade oposta ao emissor para refleti-la de volta", diz Furukawa. Sem nada para rebater, a luz se propagaria ao infinito e além, acabando assim com a graça daquelas lutinhas coreografadas.
2. Os dinos não são do período jurássico, mas do cretáceo.
ALIEN - A RESSURREIÇÃO (1997) - DNA desmemoriado
Imagine morrer e ressuscitar em um corpo igualzinho ao seu, carregando toda a memória da vida que passou. Foi o que aconteceu em Alien - A Ressurreição. (Pare de ler se não quiser spoilers.) No final do terceiro filme da franquia, a tenente Ripley se lançou ao fogo quando descobriu que era hospedeira da raça alienígena. Já no quarto filme, ela acorda 200 anos depois, clonada e com a mesma memória. O problema é que o DNA não guarda lembranças. A ovelha Dolly não se lembrava dos pastos por onde andou Belinda, sua matriz. "Um clone é apenas uma cópia do material genético. O ambiente e as experiências de vida é que formam a memória ", diz Bruce Whitelaw, do Instituto Roslin, responsável pela clonagem de Dolly. Logo, se dependesse da ciência, Alien jamais teria uma quarta sequência.
GUERRA NAS ESTRELAS (1977) - O som do silêncio
Apesar da aura cult que ganhou, Guerra nas Estrelas conseguiu cair em quase todos os erros de filmes de espaço. O primeiro é o barulho de explosões e naves. "Apesar de haver ondas de choque que se propagam no espaço após uma detonação, nós não conseguiríamos ouvir nada", garante o físico Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP. Como ele explica, depois de uma explosão, plasma e ondas eletromagnéticas geradas até se propagariam no espaço, mas elas não emitiram sons, já que o barulho precisa de matéria para se espalhar. E o espaço, é claro, é formado quase todo de vácuo. Aliás, esse é o motivo pelo qual sequer haveria explosões por lá. Sem oxigênio, não há fogo - e assim não teria como a Estrela da Morte, por exemplo, entrar em combustão. Só haveria a chance de alguma coisa explodir se os detonadores fossem nucleares. "Uma bomba nuclear não precisa de oxigênio", explica o físico. A detonação seria um clarão como um flash e haveria grande emissão de partículas radioativas. Mas não haveria nem fogo, nem barulho algum. O terceiro erro está nos tão amados sabres de luz. De acordo com a ciência, essas armas são impossíveis de existir. "Seria difícil fazer a luz se comportar como um sabre, a não ser que houvesse um espelho na extremidade oposta ao emissor para refleti-la de volta", diz Furukawa. Sem nada para rebater, a luz se propagaria ao infinito e além, acabando assim com a graça daquelas lutinhas coreografadas.
1. Explosões precisam de oxigênio. Para haver uma no espaço, somente com armas atômicas.
2. O som também não se propaga no vácuo. Ou seja, é impossível ouvir o barulho das naves.
3. Os sabres de luz não poderiam existir. A luz se espalha em feixes infinitos, e não limitados.
WATERWORLD - O SEGREDO DAS ÁGUAS (1995) - O sertão não é mar
"No futuro, as calotas polares derreteram e cobriram a Terra de água. Aqueles que sobreviveram tiveram que se adaptar ao novo mundo." É o que afirma a cena de abertura de Waterworld. Segundo o filme, o culpado por esse apocalipse molhado foi o aquecimento global. Mas isso não passa de ficção. "Este cenário é completamente irrealista nos próximos 500 anos", tranquiliza o especialista em meio ambiente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP. Ele garante que, se uma catástrofe como essa acontecesse, seria muito difícil a água inundar lugares com mais de 200 metros de altitude. São Paulo, Belo Horizonte e Brasília estariam a salvo. E boa parte do resto do planeta também: a média de altitude da terra firme é de 840 metros. Poderíamos ter o passado como base, quando o gelo da Groenlândia e do oeste da Antártida derreteu completamente, há 400 mil anos. Segundo um estudo publicado na revista Nature, a elevação do nível do mar naquela época ficou entre 6 e 13 metros. Ou seja, seria uma catástrofe, mas não o suficiente para botar o mundo embaixo da água e criar mutantes com guelras.
2. O som também não se propaga no vácuo. Ou seja, é impossível ouvir o barulho das naves.
3. Os sabres de luz não poderiam existir. A luz se espalha em feixes infinitos, e não limitados.
WATERWORLD - O SEGREDO DAS ÁGUAS (1995) - O sertão não é mar
"No futuro, as calotas polares derreteram e cobriram a Terra de água. Aqueles que sobreviveram tiveram que se adaptar ao novo mundo." É o que afirma a cena de abertura de Waterworld. Segundo o filme, o culpado por esse apocalipse molhado foi o aquecimento global. Mas isso não passa de ficção. "Este cenário é completamente irrealista nos próximos 500 anos", tranquiliza o especialista em meio ambiente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP. Ele garante que, se uma catástrofe como essa acontecesse, seria muito difícil a água inundar lugares com mais de 200 metros de altitude. São Paulo, Belo Horizonte e Brasília estariam a salvo. E boa parte do resto do planeta também: a média de altitude da terra firme é de 840 metros. Poderíamos ter o passado como base, quando o gelo da Groenlândia e do oeste da Antártida derreteu completamente, há 400 mil anos. Segundo um estudo publicado na revista Nature, a elevação do nível do mar naquela época ficou entre 6 e 13 metros. Ou seja, seria uma catástrofe, mas não o suficiente para botar o mundo embaixo da água e criar mutantes com guelras.
27 de junho de 2013
Cinquenta tons de rosa
Já em clima de férias, férias lembra ler e como Cinquenta tons de cinza, apesar de quem não gosta, está na boca da mulherada faz um tempo, a Super Interessante foi atrás e quis descobrir como em que pé foram parar os relacionamentos modernos, afinal as mulheres estudam mais, trabalham mais e chefiam cada vez mais famílias. Então por que um livro no qual uma jovem apanha de um milionário possessivo vendeu 65 milhões de cópias ao redor do mundo? Tanta paixão não se justifica apenas pelas cenas picantes do casal - ou pelas 20 vezes em que Anastasia Steele chega ao orgasmo em pouco mais de 400 páginas. Romance erótico é coisa antiga e os contos do tipo Sabrina existem aos montes nas bancas de jornal. Mas Christian Grey tem algo a mais. Ele soma à figura do macho provedor um ingrediente vital: o amor. "A autora faz essa ligação entre amor e dinheiro. Hoje as mulheres rejeitam essa submissão e buscam parceiros mais igualitários. Mas o livro permite a elas brincar com essas velhas maneiras que um dia foram atraentes", conta Stephanie Coontz, historiadora social do Evergreen State College, em Washington. Para entender por que essas velharias ainda têm apelo entre as mulheres modernas. Leia a matéria completa aqui.
25 de junho de 2013
Quem Foi Guy Fawkes?
Preso, torturado e condenado à morte, Guy Fawkes teve os testículos e o coração arrancados, e acabou decapitado e com o corpo não só esquartejado como exposto em praça pública para apodrecer e servir de alimento aos corvos. Tudo porque ele era católico na Inglaterra (país de maioria anglicana) e decidiu participar de um complô para explodir o Parlamento, matar o rei, seqüestrar sua filha e liderar uma insurreição popular.
Tudo começou quando a rainha Elizabeth 1ª mandou eliminar Mary Stuart (a primeira na linha de sucessão) porque ela era católica. Com a morte da soberana, em 1603, Jaime 1º assumiu o posto e todos acreditaram que a situação dos não-anglicanos ia melhorar. Mas o rei, bissexual e extravagante, se mostrou um fraco e, acuado por puritanos, aumentou ainda mais a perseguição religiosa.
Um grupo de católicos influentes armou um complô para matá-lo. O chefe da operação? Um soldado e aventureiro procurado por toda a Europa por causa de duelos, roubos e assassinatos políticos: Guy Fawkes. A primeira reunião dos conspiradores ocorreu em 1604, na taverna Duck and Drake. O plano era simples: Fawkes cuidaria de colocar 36 barris de pólvora sob o Parlamento, enquanto parceiros fariam um levante no norte da ilha e seqüestrariam a princesa, para convertê-la ao catolicismo. Mas havia um dedo-duro no bando e, na noite de 5 de novembro de 1605, data escolhida para o atentado, o serviço secreto inglês já sabia de tudo.
Não foi do jeito que ele imaginava, mas Fawkes entrou para a história. Exatamente um ano depois do ataque fracassado, centenas de fogueiras foram acesas nas ruas de Londres em protesto contra o rei. Mais tarde, o 5 de novembro virou feriado nacional. Nos anos 70, o anti-herói virou ídolo dos punks, que pichavam seu nome nos muros. E em 1982 o roteirista Alan Moore e o desenhista David Lloyd criam a graphic novel V for Vendetta, cujo herói - um vingador mascarado, vítima de experiências genéticas - luta contra um estado totalitário. Finalmente, em 2002, uma pesquisa realizada pela BBC mostrou que ele era a 30ª personalidade inglesa mais lembrada. Fawkes vive.
Tudo começou quando a rainha Elizabeth 1ª mandou eliminar Mary Stuart (a primeira na linha de sucessão) porque ela era católica. Com a morte da soberana, em 1603, Jaime 1º assumiu o posto e todos acreditaram que a situação dos não-anglicanos ia melhorar. Mas o rei, bissexual e extravagante, se mostrou um fraco e, acuado por puritanos, aumentou ainda mais a perseguição religiosa.
Um grupo de católicos influentes armou um complô para matá-lo. O chefe da operação? Um soldado e aventureiro procurado por toda a Europa por causa de duelos, roubos e assassinatos políticos: Guy Fawkes. A primeira reunião dos conspiradores ocorreu em 1604, na taverna Duck and Drake. O plano era simples: Fawkes cuidaria de colocar 36 barris de pólvora sob o Parlamento, enquanto parceiros fariam um levante no norte da ilha e seqüestrariam a princesa, para convertê-la ao catolicismo. Mas havia um dedo-duro no bando e, na noite de 5 de novembro de 1605, data escolhida para o atentado, o serviço secreto inglês já sabia de tudo.
Não foi do jeito que ele imaginava, mas Fawkes entrou para a história. Exatamente um ano depois do ataque fracassado, centenas de fogueiras foram acesas nas ruas de Londres em protesto contra o rei. Mais tarde, o 5 de novembro virou feriado nacional. Nos anos 70, o anti-herói virou ídolo dos punks, que pichavam seu nome nos muros. E em 1982 o roteirista Alan Moore e o desenhista David Lloyd criam a graphic novel V for Vendetta, cujo herói - um vingador mascarado, vítima de experiências genéticas - luta contra um estado totalitário. Finalmente, em 2002, uma pesquisa realizada pela BBC mostrou que ele era a 30ª personalidade inglesa mais lembrada. Fawkes vive.
Fonte: Super
27 de abril de 2013
Os 100 endereços mais bacanas da rede
Aqui só tem 10, para ver a lista completa clique aqui, e essa matéria foi um verdadeiro achado, muitos sites não estão mais no ar.
1. HowStuffWorks, para os curiosos que querem saber como as coisas funcionam, em inglês.
2. Toonopedia, reúne informações sobre personagens de desenhos animados e histórias em quadrinhos.
3. The Numbers, o mundo do cinema em números.
4. Crime Library, o mais completo banco de dados sobre criminosos.
5. MP3, uma verdadeira enciclopédia sobre música.
6. Shockwave, jogos online.
7. Internet Archive: Wayback Machine, quase um museu da internet, na internet.
8. Museu do Sexo, não tem nada de pornografia, sexualidade do ponto de vista histórico e cultural.
9. Top Secret Recipes on the Web, gastronomia.
10. Television History: The First 75 Years, evolução do aparelho de tv.
1. HowStuffWorks, para os curiosos que querem saber como as coisas funcionam, em inglês.
2. Toonopedia, reúne informações sobre personagens de desenhos animados e histórias em quadrinhos.
3. The Numbers, o mundo do cinema em números.
4. Crime Library, o mais completo banco de dados sobre criminosos.
5. MP3, uma verdadeira enciclopédia sobre música.
6. Shockwave, jogos online.
7. Internet Archive: Wayback Machine, quase um museu da internet, na internet.
8. Museu do Sexo, não tem nada de pornografia, sexualidade do ponto de vista histórico e cultural.
9. Top Secret Recipes on the Web, gastronomia.
10. Television History: The First 75 Years, evolução do aparelho de tv.
5 de março de 2013
Imagens Históricas
Para os curiosos de plantão e amantes da história, a página
Imagens históricas no facebook.
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