30 de dezembro de 2013

Eu odeio literatura

As pessoas têm direito de não gostar de literatura. Melhor ainda. As pessoas têm essa liberdade.

Interessante é que o discurso por trás de toda boa literatura, quase sempre, é justamente o da liberdade.

A liberdade de dois jovens que se amam cometerem um engano e se envenenarem por se amar – em Romeu e Julieta -, a liberdade de um fidalgo que sai em busca de aventuras como cavalheiro – em Dom Quixote -, a liberdade de enfrentar ou não um processo misterioso – em O Processo (sim, K tinha essa escolha) -, a liberdade de Mersault matar um árabe porque o sol refletido em uma faca o incomodava – em O Estrangeiro -, e até mesmo a liberdade de ser ou não um bruxo e estudar em Hogwarts – na série Harry Potter. Boa ou não, em toda a literatura ainda que as escolhas sejam feitas pelos autores, todos os personagens passam pelo dilema da liberdade. E, depois, pelas conseqüências dessa liberdade, pelas escolhas que devem fazer e, acima de tudo, por assumir ou não as responsabilidades por essas conseqüências. Ser ou não ser, como você já deve ter adivinhado.

27 de dezembro de 2013

Os piores filmes de 2013

Via: Oba Oba.

Se Beber Não Case III

O primeiro foi incrível. O segundo agradou. Já o terceiro filme da série Se Beber Não Case errou na fórmula e não conquistou nem os fãs. O epílogo do quarteto Alan (Zach Galifianakis), Doug (Justin Bartha), Phil (Bradley Cooper) e Stu (Ed Helms) acabou se mostrando um amontoado de clichês dos filmes de comédia.


O Cavaleiro Solitário

Dos mesmos produtores da série de sucesso Piratas do Caribe, Cavaleiro Solitário apostou em Johnny Depp para mais um blockbuster. A história, entretando, é confusa e sem fôlego. O personagem de Depp, o índio Tonto, não cativou o quanto se esperava e o filme se tornou mais uma daquelas produções longas e sem graça.


26 de dezembro de 2013

Somos um povo fútil?

“No Brasil, tudo vira moda. Até manifestação de rua.”

Ouvi essa frase de um motorista de táxi durante os acontecimentos de junho, e achei um exagero. Rebati, dizendo que o povo nas ruas tinha um significado imenso e ia propiciar a mudança de várias leis. Ele me olhou pelo retrovisor e respondeu que era verdade, mas que via muitos jovens, a caminho das manifestações, agindo como se estivessem indo para um bloco de carnaval. “É a onda do momento”, insistiu. “Daqui a pouco passa.”

Em poucas semanas, as manifestações começaram a esvaziar. Os motivos eram muitos: a ação dos black blocks, as depredações, a violência da polícia, as denúncias de interesses escusos por parte de políticos, milicianos, traficantes. Mas não pude deixar de pensar nas palavras do motorista de táxi.


23 de dezembro de 2013

Um rato na biblioteca

Por Menalton Braff para o Carta Capital.

Meu fascínio por biblioteca vem de longe, vem do tempo em que subia numa cadeira para escolher algum livro do meu agrado para roer com a voragem de principiante. Era a biblioteca do meu pai, a primeira que frequentei sem ainda ter noção do que fosse uma biblioteca, pois aquilo tinha cara de ambiente natural, apenas mais um cômodo da casa.

Mas a biblioteca do meu pai não era lá muito rica em literatura e, quando nos mudamos para Carazinho, norte do Rio Grande do Sul, tinha já roído tudo que havia para roer em casa, então desci da cadeira. Estava numa idade em que as ruas de uma cidade não me assustavam mais. Melhor ainda, nossa casa ficava a três quarteirões do prédio da prefeitura. Não me lembro de como descobri, o certo é que um dia me encontrei em uma sala daquele vetusto prédio conversando com a moça que ficava sentada atrás de uma escrivaninha, sobre a qual uma caixinha de madeira continha milhares de fichas.

20 de dezembro de 2013

Árvore de Natal com livros para troca *--*

A “Árvore que dá livros” será montada em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, pela segunda vez no sábado (21), a parir das 9h, no antigo Fórum na Praça Getúlio Vargas. O evento é idealizado por um grupo de amigos e consiste na montagem de uma árvore de Natal feita somente com livros doados pelos moradores da cidade. O objetivo é incentivar a leitura e aproveitar o espírito de partilha característico desta época do ano para trocar os livros que compõem a árvore. Quem participar, poderá escolher as obras de sua preferência.

19 de dezembro de 2013

Games for Change

Fundada em 2004 nos EUA, a Games For Change tornou-se a organização sem fins lucrativos de referência sobre os jogos com potencial de impacto social positivo.

Através de acordo com o grupo de pesquisa, cultura e extensão Cidade do Conhecimento da Universidade de São Paulo e em parceria com Fundação Volkswagen, AMD Foundation e o consórcio europeu PRO-IDEAL (FP7), inicia-se em 2011 a conexão latino-americana desta rede global.

Sob direção de Gilson Schwartz, professor do Departamento de Cinema, Rádio e TV da ECA-USP e lider da Cidade do Conhecimento e produção executiva de Mario Lapin, a Games For Change Latin America promove em 2011 um ciclo de eventos, concursos e projetos que promovem a convergência entre ludicidade, educação, tecnologia, sustentabilidade, empreendedorismo e transformação social.

O Festival desse ano já foi, mas você pode assistir as palestras ou conhecer os jogos direto no site, só clicar aqui.

18 de dezembro de 2013

App Inventor

O App Inventor é um curso prático e orientado por desafios, destinado a ensinar os estudantes a desenvolver aplicativos para celulares. Ele será ministrado pela plataforma UnX, uma plataforma latino-americana de Moocs especializada em empreendedorismo. Desde que foi criada em 2012, só havia oferecido cursos em espanhol. O lançamento traz consigo ao menos duas boas notícias: a possibilidade de alunos brasileiros que não falam inglês terem acesso a um curso inteiro de uma universidade de renome e a chance que lhes será dada de experimentar um modelo de curso aberto e massivo que tenta trazer benefícios da experiência de aprendizado real.

17 de dezembro de 2013

Leitura & férias: Christiane F.

O livro originou-se do próprio interesse de Christiane F, em romper o silêncio e relatar seu depoimento aos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck sobre a questão dos tóxicos entre os adolescentes. O livro tem início com o texto do processo (Berlim, 1978) em que Christiane, colegial, menor de idade, é acusada de consumir, de maneira contínua, substâncias e misturas químicas proibidas por lei. Foi acusada também de ter-se entregado à prostituição, com o propósito de juntar dinheiro suficiente para comprar drogas. Após tudo isso, sua família se desestruturou; o pai ficou desempregado, a mãe pediu o divórcio, e o inferno instalou-se no seio da família. Christiane era surrada sempre e o lar, por ter-se transformado num ambiente hostil, fez com que ela procurasse as ruas. O livro intercala o depoimento de Christiane com o de sua mãe, de policiais que tiveram contato com a menina, e de psicólogos.